O Ministério da Saúde anunciou a criação de um serviço nacional de teleatendimento para pessoas com vício em apostas, disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital. A iniciativa foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha e busca facilitar o acesso ao tratamento psicológico de forma gratuita e reservada.
Com investimento de R$ 2,5 milhões e parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o programa pretende realizar até 600 atendimentos por mês. O acesso começa com um autoteste dentro do aplicativo, e, caso seja identificado risco moderado ou alto de dependência, o paciente é encaminhado para teleconsultas por vídeo.
O tratamento pode incluir até 13 sessões de 45 minutos, conduzidas por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio psiquiátrico quando necessário. O sistema também está integrado à Plataforma de Autoexclusão, permitindo que o usuário bloqueie voluntariamente o acesso a sites de apostas.
Segundo o governo, a medida responde ao aumento dos casos relacionados ao problema. Somente em 2025, o SUS registrou mais de 6 mil atendimentos presenciais ligados ao vício em apostas.
Visão do Editor
Enquanto o SUS investe R$ 2,5 milhões para tratar as consequências do vício em apostas, o debate sobre medidas mais firmes contra as bets ainda avança lentamente no país.
Plataformas de apostas têm se expandido rapidamente e já provocam endividamento, dependência e impactos familiares em muitas pessoas. Assim como outras atividades que podem gerar vício, cresce a discussão sobre a necessidade de políticas públicas mais rígidas de controle e regulação.
Tratar quem precisa de ajuda é fundamental, mas enfrentar a raiz do problema também se tornou um tema cada vez mais urgente no Brasil.




