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COELHO NETO PERDE 86% DA ÁGUA E ESCANCARA FALHA NA MANUTENÇÃO DO SISTEMA

Enquanto novos poços são abertos, rede desperdiça quase toda a água tratada

Coelho Neto (MA) enfrenta um problema grave no abastecimento que vai além da falta de água: o município está perdendo a maior parte da água que produz.

Dados oficiais de 2024 apontam que 86,2% da água tratada se perde na distribuição, um índice extremamente elevado e que revela falhas estruturais no sistema, principalmente na manutenção da rede de abastecimento.

O problema não é só falta de água — é desperdício

O dado mais alarmante não está apenas na ausência de acesso, mas no volume de água que desaparece antes de chegar à população:

  • 86,2% de perda na distribuição
  • 86,7% de perda no faturamento

Na prática: 👉 De cada 100 litros produzidos, cerca de 86 se perdem pelo caminho

Esse cenário indica:

  • Vazamentos não controlados
  • Tubulações antigas ou danificadas
  • Falta de manutenção preventiva
  • Possíveis ligações clandestinas
  • Ausência de gestão técnica eficiente

Sem manutenção, o sistema entra em colapso

Especialistas apontam que perdas acima de 50% já são consideradas críticas.

Em Coelho Neto, o índice ultrapassa 80%, o que indica que o sistema pode estar operando com:

  • Infraestrutura deteriorada
  • Falta de investimento contínuo
  • Ausência de controle de perdas
  • Baixa capacidade operacional

👉 Ou seja: não basta produzir água — é preciso conseguir entregar

Crítica popular resume o problema

Diante da realidade, uma frase tem ganhado força:

“Não adianta ficar cavando poços igual tatu e não cuidar do desperdício.”

A crítica sintetiza o cenário atual.

Abrir novos poços pode aumentar a oferta momentânea, mas não resolve o problema estrutural.

Se a rede continua perdendo água, o desperdício cresce junto com a produção


Investimento baixo agrava a situação

Os dados mostram:

  • Investimento total: R$ 27 mil
  • Investimento por habitante: R$ 0,65

O valor é insuficiente para:

  • Recuperação da rede
  • Combate a vazamentos
  • Modernização do sistema
  • Expansão do abastecimento

Sem investimento, o sistema tende a piorar.


Além de perder água, sistema dá prejuízo

  • Receita: R$ 646 mil
  • Custo: R$ 2,1 milhões

Déficit: R$ 1,49 milhão

Ou seja: 👉 O município perde água e também não consegue sustentar o serviço financeiramente

SAAE no centro da responsabilidade

Em Coelho Neto, o abastecimento envolve:

  • O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE)
  • A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA)

Apesar da atuação conjunta, o SAAE é um órgão municipal — o que coloca a gestão local no centro das cobranças.

Perguntas que ficam

Diante dos dados, surgem questionamentos inevitáveis:

  • Existe plano de combate às perdas?
  • A rede recebe manutenção periódica?
  • Quantos vazamentos são identificados e corrigidos?
  • Há investimento real na infraestrutura?

Os números indicam não apenas dificuldades, mas possível falha de gestão e planejamento no sistema de abastecimento.

Direito de resposta

O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura de Coelho Neto, do SAAE e da CAEMA para esclarecimentos sobre os dados e medidas adotadas.

Fonte

Dados do Painel Saneamento Brasil, com base em SNIS/SINISA, IBGE e DATASUS — ano-base 2024.

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Reginaldo Machado

Reginaldo Machado editor-chefe e jornalista, registrado sob o DRT 0098880/SP. Atua com foco em jornalismo investigativo, análise política e fiscalização da gestão pública, sempre pautado pela ética, pela transparência e pelo compromisso com o interesse coletivo. É editor-chefe do portal de notícias Coelho Neto 360, onde lidera a produção de conteúdo informativo e opinativo, com abordagem crítica fundamentada na legislação e no direito à informação. Seu trabalho se destaca pela defesa do livre exercício do jornalismo e pela valorização do debate público responsável.

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