Empresa denuncia possível irregularidade em licitação milionária de iluminação pública em Coelho Neto
Proposta mais barata, com economia de quase R$ 1 milhão, foi desclassificada sob critérios questionados

Uma licitação milionária da Prefeitura de Coelho Neto, voltada para serviços de iluminação pública, virou alvo de questionamentos e pode ser analisada pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhlicitação, Coelho Neto, iluminação pública, denúncia, Tribunal de Contas, TCE-MA, irregularidades, proposta inexequível, dinheiro público, investigação, contrato milionário, concorrência eletrônica, gestão pública, transparência, possível prejuízo, obra pública, fiscalização, edital, empresa desclassificada, economia aos cofres públicosunoIão (TCE-MA).
A empresa Citeluz Serviços de Iluminação Urbana S/A apresentou uma representação formal apontando possíveis irregularidades na condução da Concorrência Eletrônica nº 014/2025, cujo valor estimado ultrapassa R$ 3 milhões.
O ponto central da denúncia chama atenção: a empresa afirma ter apresentado a proposta mais vantajosa, no valor de R$ 2.030.831,26 — cerca de R$ 1 milhão a menos que o orçamento previsto pela própria Prefeitura — e, ainda assim, foi desclassificada do processo.
De acordo com a empresa, a desclassificação não ocorreu por descumprimento claro do edital, mas sim por exigências que não estariam expressamente previstas nas regras da licitação.
Entre os principais pontos levantados estão:
Exigência não prevista no edital
A empresa afirma que foi desclassificada por não apresentar composição detalhada de preços unitários. No entanto, sustenta que o edital exigia apenas planilha orçamentária, BDI e cronograma físico-financeiro, sem mencionar de forma clara a obrigatoriedade dessas composições como critério eliminatório.
Questionamento sobre o cronograma
Outro ponto usado para desclassificação teria sido a suposta irregularidade no cronograma financeiro. Segundo a empresa, a Prefeitura considerou inadequada a distribuição dos percentuais mensais, apesar de o edital não exigir divisão rigorosamente igual entre os períodos.
A empresa alega que a diferença apontada seria apenas um ajuste matemático, sem qualquer impacto na execução do contrato.
Alegação de proposta inexequível (ou seja, considerada inviável para execução)
A Prefeitura também teria considerado que o valor apresentado pela empresa poderia ser inviável. No entanto, a Citeluz afirma que apresentou justificativas técnicas, cotações de fornecedores e demonstrativos que comprovam a viabilidade econômica da proposta.
Ainda assim, a documentação teria sido desconsiderada na análise final.
Caso a proposta mais barata tenha sido desclassificada de forma indevida, o município pode acabar contratando um serviço por valor significativamente superior, o que representaria prejuízo direto ao erário.
Pedido de suspensão da licitação
Diante das supostas irregularidades, a empresa solicitou ao Tribunal de Contas a suspensão imediata da licitação, incluindo etapas como adjudicação, homologação e eventual contratação.
O argumento é de que o processo pode avançar rapidamente, o que dificultaria a correção de possíveis ilegalidades após a assinatura do contrato.
E com isso se levanta questionamentos sobre a condução de licitações públicas e o cumprimento das regras estabelecidas em edital.
Especialistas apontam que a Administração Pública deve seguir rigorosamente os critérios previamente definidos, sem criar novas exigências durante o processo, garantindo igualdade entre os concorrentes e a escolha da proposta mais vantajosa.
Até o momento, a Prefeitura de Coelho Neto não se manifestou oficialmente sobre as alegações apresentadas na representação.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos.



