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GESTÃO BRUNO SILVA: MAIS DINHEIRO, MESMOS PROBLEMAS?

Recursos da Atenção Primária quase dobraram em Coelho Neto, mas indicadores de saúde continuam preocupantes

Os números oficiais do Governo Federal e os indicadores nacionais de qualidade de vida revelam uma contradição que merece ser explicada à população de Coelho Neto.

De um lado, os dados do Fundo Nacional de Saúde mostram que os recursos federais destinados à Atenção Primária praticamente dobraram em apenas um ano.

Em 2024, o município recebeu R$ 14.316.968,02 para a Atenção Primária.

Em 2025, esse valor saltou para R$ 27.038.729,52.

Fonte: Fundo Nacional de Saúde (FNS). A tabela compara os repasses federais destinados à Atenção Primária em Coelho Neto entre 2024 e 2025. Somando os recursos de manutenção e estruturação da rede básica de saúde, os valores passaram de R$ 14,3 milhões para R$ 31 milhões, um aumento de R$ 16,7 milhões (+116,4%). A Atenção Primária é responsável pelos postos de saúde, equipes da Saúde da Família, vacinação, pré-natal, acompanhamento de pacientes e ações de prevenção.
Dados do Fundo Nacional de Saúde mostram que os recursos da Atenção Primária passaram de R$ 14,3 milhões em 2024 para R$ 31 milhões em 2025, somando manutenção e estruturação da rede básica de saúde.

 

O aumento foi de R$ 12.721.761,50, representando quase 90% a mais de recursos para a principal porta de entrada do SUS (Atenção Primária – Manutenção).

Mas do outro lado dessa conta estão os dados do IPS Brasil 2026, que colocam Coelho Neto-MA entre os municípios com indicadores preocupantes de saúde e qualidade de vida.

Afinal, a Atenção Primária não é um setor qualquer da saúde.

É justamente ela que deveria evitar que a população adoeça gravemente.

É nela que estão concentrados os atendimentos dos postos de saúde, as equipes da Estratégia Saúde da Família, os agentes comunitários, a vacinação, o acompanhamento de gestantes, hipertensos, diabéticos e diversas ações de prevenção.

Em outras palavras: quando a Atenção Primária funciona bem, menos pessoas precisam de internações, menos doenças se agravam e menos vidas são perdidas por causas que poderiam ser evitadas.

Por isso, a pergunta que os números levantam é simples:

Como explicar que os recursos da Atenção Primária quase dobraram, mas os indicadores de saúde do município continuam preocupantes?

Os dados do IPS Brasil mostram que Coelho Neto-MA ocupa posições desfavoráveis em indicadores relacionados à saúde da população, incluindo fatores ligados à mortalidade evitável e à qualidade de vida.

Não se trata de afirmar irregularidades ou apontar conclusões precipitadas.

Mas os números demonstram que o problema não pode mais ser explicado apenas pela falta de recursos.

Entre 2024 e 2025, o Governo Federal ampliou significativamente o volume de dinheiro destinado à saúde básica do município.

Diante disso, a população tem o direito de saber:

  • Quais ações foram implementadas com esse aumento de quase R$ 13 milhões
  • Quais indicadores melhoraram?
  • Quais metas foram alcançadas?
  • Como esse investimento impactou a vida dos moradores?

Essas são respostas que a Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Samuel Bastos, e a gestão do prefeito Bruno Silva devem apresentar à sociedade.

Porque quando os recursos aumentam de forma tão expressiva, a cobrança por resultados também aumenta.

E para quem depende do SUS, o que importa não é apenas quanto dinheiro chegou aos cofres públicos.

O que importa é se esse dinheiro está se transformando em mais saúde, mais prevenção e mais qualidade de vida para a população.

Reginaldo Machado

Reginaldo Machado editor-chefe e jornalista, registrado sob o DRT 0098880/SP. Atua com foco em jornalismo investigativo, análise política e fiscalização da gestão pública, sempre pautado pela ética, pela transparência e pelo compromisso com o interesse coletivo. É editor-chefe do portal de notícias Coelho Neto 360, onde lidera a produção de conteúdo informativo e opinativo, com abordagem crítica fundamentada na legislação e no direito à informação. Seu trabalho se destaca pela defesa do livre exercício do jornalismo e pela valorização do debate público responsável.

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