Chico Bento
O novo integrante do nosso tabuleiro é o vereador Chico Bento, o “Homem do Chapéu”. Com uma aba maior que o juízo e um sorriso de quem não entende nem o que comeu no almoço, ele é o “babão” de estimação do palácio. Chico funciona no sistema de ventríloquo: o Prefeito abre a boca e ele balança a cabeça. Se o chefe disser que o sol é azul, Chico Bento não discute; corre logo para vender óculos coloridos ao povo jurando que o céu mudou de cor. Vive de folia, cachaça e de dizer “amém” para garantir a boquinha, provando que seu mandato serve apenas para tapar o sol com a palha do próprio chapéu.
Trator no Cepo
O vereador Chico Bento não cansa de passar vergonha no crédito para agradar o chefe. Depois de jurar que a rua não inundava mais, e ver o povo saindo de canoa logo em seguida, a nova pérola do “Homem do Chapéu” é sobre a agricultura. Chico encheu o peito para dizer que a secretaria estava cheia de tratores novos para o povo. O problema é que, ao chegar lá, a realidade é outra: os tratores estão todos “no cepo”, mais parados que o juízo do próprio vereador. Parece que na conta do Chico Bento, máquina quebrada e mato crescendo em cima contam como “frota operante”. É o estilo Chico de legislar: muita promessa, muita cachaça e o povo que se vire para puxar o arado no dente!
O Titanic da Nobreza
Enquanto o céu desaba e a cidade se esfarela no lamaçal, o grupo de Bruninho “Sangue-Azul” vive um verdadeiro “salve-se quem puder”, com secretário pulando do barco antes que o Titanic da gestão termine de afundar. Enquanto o povo padece no abandono, a Nobreza se ocupa em costurar alianças de luxo lá pelas bandas da Princesa do Sertão, tentando importar um novo capitão para salvar os privilégios da corte. Para o “Majorzinho de Condomínio”, a política é um jogo de xadrez jogado à beira da piscina: pouco importa se a rua virou rio, desde que a costura do poder garanta que a banda da politicagem continue tocando para a elite, enquanto o povo segue sem leme e sem chão.
O Teatro das Enquetes e os Heróis de Barro
A última da cozinha do Palácio é tentar empurrar goela abaixo do povo, via enquete de Instagram, a ideia de que os piores secretários da cidade são, na verdade, os favoritos para o futuro. De um lado, o Vaqueiro do Caos, aquele que confunde a cidade com pista de vaquejada e trata buraco como “obstáculo natural”; do outro, o Samuka da Mídia, o “Doutor Influencer” que tenta curar fila de hospital com filtro de Stories e ring light. Essa mídia barata faz um esforço danado para pintar de ouro quem nem bronze é, tentando convencer a população de que quem não dá conta de tapar um buraco ou comprar um paracetamol tem competência para gerir o destino de todo o povo. É o suco do absurdo: querem transformar o fracasso administrativo em popularidade digital, esquecendo que curtida não vira asfalto e hashtag não salva vida, e que no tabuleiro real da Vila do Bambu Oco, esses dois não passam de heróis de barro perdidos no próprio engajamento.
E antes que me perguntem, “O Imaculado” continua empenhado em provar que tem um código para chamar de seu.
E assim termina mais um ato dessa comédia de erros na Vila do Bambu Oco. Entre tratores no cepo, nobres de piscina e enquetes de mentira, o povo segue firme, pois o riso é o único remédio contra tanta cara de pau. O Titanic da gestão continua fazendo água, mas a orquestra dos bajuladores não para de tocar.
Até o próximo sábado, com mais fatos, mais boatos e novas carapuças para esse desfile de heróis de barro no Leste de Cá!



