Resenha de Sábado: O Balaiado da Gestão 06
Onde o relógio some, o vaqueiro chora na sala e o bajulador não cansa de passar vergonha
A Hora do Espanto
Circula nos bastidores da nossa Vila do Bambu um causo de fazer o cabra corar de vergonha. Dizem que uma certa figura da política local foi flagrada ostentando um relógio caríssimo num restaurante de luxo na capital. O problema? Esqueceu de pagar! O cobrador não quis saber de conversa: foi lá e confiscou o relógio no meio do banquete, na frente da esposa e de quem quisesse ver. A humilhação veio com acompanhamento de vexame! Fica a pergunta: será que esse pulso inadimplente pertence ao nosso querido Bruninho “Sangue-Azul”? Logo ele, que ama ostentar cavalos milionários, passando por um aperto desses? Quem não tem dinheiro para o relógio, não deveria tentar bancar o dono do tempo!
O Chá de Cadeira do Vaqueiro
O clima azedou no curral! Dizem por aí que o Vaqueiro do Caos e sua turma andam desagradando tanto o chefe que levaram um “chega pra lá” daqueles. A fofoca na Vila é que, quando o Vaqueiro do Caos vai bater na porta do homem para tentar cavar uma conversa, o chefe corre para o quarto e se tranca só para não ver a cara dele. E lá fica o Vaqueiro do Caos, na sala, olhando para o teto e esperando um milagre que não vem. O desespero é tamanho que até o bruto já anda chorando as pitangas pela Vila, desmotivado e sem eira nem beira. Quem diria que o homem que adora derrubar boi na vaquejada ia acabar derrubado pelo próprio patrão dentro de casa? É o famoso boi de piranha…
A Porteira Fechou na Zona Rural
E o motivo desse desprezo todo do chefe com o Vaqueiro do Caos já caiu na boca do povo. É que estourou uma boiada de denúncias vinda direto da zona rural, fazendo barulho para toda a Vila ouvir! O povo do campo perdeu a paciência com o sumiço dos serviços básicos: as estradas viraram rastro de lama e buraco, a água virou miragem, o trator da Vila sumiu do mapa e até o ônibus escolar escafedeu-se, deixando os bulequim sem ter como ir para a escola. Diante desse desastre completo, o chefe resolveu trancar a porteira do quarto e fingir que não conhece o vaqueiro. Afinal, na lógica desse povo, é muito mais fácil se esconder debaixo dos lençóis do que consertar o estrago que a turma do caos deixou no meio do mato!
As Carochinhas do Chico Bento
O povo da Vila perdeu a paciência de vez com o Chico Bento da bajulação! De tanto querer derreter o óleo para o chefe, o cabra meteu os pés pelas mãos e já acumulou quatro mentiras das grandes na conta. Primeiro, jurou de pé junto que a rua não ia alagar, e a água acabou entrando na casa do povo. Depois, encheu o peito para falar dos tratores, mas na hora do vamos ver, estava tudo só o bagaço e acabado. Para coroar o campeonato do vexame, foi dizer que uma região da Vila estava um brinco, com ruas maravilhosas, até que um próprio colega de trabalho mostrou a realidade e desmentiu o mentiroso na frente de todo mundo. Será que esse homem não cansa de passar vergonha no débito e no crédito por causa de uma teta pública? É muita babação para pouca verdade!
E assim se encerra mais uma crônica da nossa comédia política na Vila do Bambu Oco! Ficamos por aqui, entre relógios confiscados no banquete, vaqueiros trancados fora do quarto e bajuladores engolindo as próprias mentiras.
Se o chefe não se esconder no guarda-roupa, voltaremos no próximo sábado com mais um capítulo desse balaiado que desafia a nossa paciência e alimenta o nosso riso.
Até o próximo ato, se Deus quiser e os buracos da Vila permitirem!




