BOMBA: Relatório aponta “A Farsa das 90 Toneladas” em contratos da Assistência Social de Coelho Neto
Contratos preveem a compra inacreditável de 3,5 toneladas de limão e 2 toneladas de alho
Documento obtido com exclusividade revela indícios graves de fraude licitatória, notas frias e uma “incompatibilidade física absoluta” envolvendo recursos do Fundo Municipal de Assistência Social.
Uma denúncia bombástica promete sacudir os bastidores políticos e administrativos de Coelho Neto. O portal teve acesso, com exclusividade, a um Parecer Auditorial e Relatório Opinativo encomendado pelo gabinete do vereador Estefane Alves da Silva (PSB). O documento detalha o que classifica como “A Farsa das 90 Toneladas”: um suposto esquema de fraude licitatória, indícios de notas frias e total impossibilidade logística na compra de gêneros alimentícios e perecíveis pela Prefeitura Municipal.
Os contratos investigados (nº 097/2026, nº 102/2026 e nº 110/2026) são decorrentes do Pregão Eletrônico nº 002/2026 e totalizam mais de R$ 1 milhão destinados à Secretaria Municipal de Assistência Social
O relatório aponta que a engrenagem do processo não foi planejada de forma independente pela Secretaria de Assistência Social. Toda a operação teria sido desenhada e centralizada na Secretaria de Gestão e Orçamento, sob o comando do secretário Sérgio Viana.

De acordo com a auditoria, a secretária de Assistência Social, Sra. Emanuelle Ramos, teria funcionado apenas como uma “assinante de conveniência” para dar legalidade jurídica a despesas que ela mesma confessou não controlar.
O que mais chama a atenção no documento são os perfis das empresas vencedoras e a distância geográfica de suas sedes, o que tornaria as entregas comercialmente insustentáveis:
Alpha Produtos & Serviços em Geral Ltda (Contrato de R$ 534.999,50): Sediada em Chapadinha (a 120 km de Coelho Neto). O relatório revela que a atividade principal da empresa é o comércio de artigos de escritório e papelaria. A vistoria eletrônica da sede revelou uma sala comercial comum, sem nenhum indício de galpões ou câmaras frigoríficas para armazenar as toneladas de hortifrúti, carnes e polpas de frutas perecíveis que ela se comprometeu a entregar.
Diferencial Comércio Ltda (Contrato de R$ 314.861,25): Sediada em São Luís, a quase 400 km de distância. Sua atividade principal é o comércio de produtos de limpeza e saneantes. O parecer questiona a lógica de despachar carne bovina e pães frescos da capital para o interior, cruzando estradas esburacadas em viagens de mais de 6 horas, sem que o frete superasse o valor dos produtos.
A. E. L. de Sousa (Contrato de R$ 165.681,25): Empresa local, registrada sob o nome fantasia de “Mercadinho Bom P’ Preço”. Embora esteja na cidade, a auditoria constatou in loco que o local funciona como uma pequena mercearia familiar de bairro, sem qualquer estrutura industrial ou caminhões-baú para manusear com segurança biológica toneladas de carnes e embutidos congelados.
O ponto mais contundente da denúncia aborda a “Incompatibilidade Física Absoluta”. Somando os itens descritos nas atas de registro de preços, a prefeitura contratou 89.625 kg (quase 90 toneladas) de alimentos perecíveis que dependem de refrigeração imediata para não estragar (entre carnes, aves, embutidos e polpas de frutas).
A contradição é flagrante: em fiscalização presencial gravada, a própria Secretária Emanuelle Ramos admitiu que a pasta não coordena restaurantes comunitários, não serve refeições massivas e possui apenas UM FREEZER DOMÉSTICO de pequeno porte em sua estrutura física.


Para além do volume total, o detalhamento dos itens revela números difíceis de engolir. Entre as quase 90 toneladas registradas, chamam a atenção as quantidades absurdas de condimentos e temperos básicos. Apenas de Limão In Natura, a prefeitura contratou 3,5 toneladas com a empresa de Chapadinha. Já o fornecimento de Alho In Natura ficou sob a responsabilidade da empresa de São Luís, totalizando 2 toneladas do produto.
Por envolver verbas carimbadas do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), o caso ultrapassa a esfera municipal. O parecer jurídico sugere uma série de medidas imediatas ao gabinete do vereador Estefane Alves, que incluem:
Polícia Federal e MPF: Acionamento da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários por se tratar de possíveis desvios de verbas federais.
Controladoria-Geral da União (CGU): Pedido de rastreamento eletrônico e cruzamento de notas fiscais com postos fiscais para verificar se algum caminhão frigorífico dessas empresas de fato entrou em Coelho Neto.
Documentos usandos para fazer a materia
CONTRATO 102 2026 – DIFERENCIAL
CONTRATO No 019/2026 PREGÃO ELETRONICO No 002/2025
PARECER AUDITORIAL E RELATÓRIO
O espaço do portal Coelho Neto 360 segue aberto para que a Prefeitura Municipal, os secretários citados e os representantes das empresas Alpha, Diferencial e Mercadinho Bom P’ Preço apresentem seus esclarecimentos e defesas diante dos fatos apontados no relatório.




