Geladeira vazia e pedido de socorro

O drama vivido por uma família de Coelho Neto ganhou novos contornos de urgência após relatos de falta de alimentos e dificuldades extremas dentro de casa. A mãe, responsável por dois filhos com Autismo, expõe uma realidade que choca: ao abrir a geladeira, havia apenas água.
Segundo as informações relatadas por ela, apenas um dos filhos recebe benefício social, enquanto o outro não estaria contemplado. A família afirma enfrentar escassez de alimentos, falta de medicamentos, dificuldades financeiras e uma rotina marcada por sobrecarga física e emocional.
O caso acaba gerando um alerta grave: como uma família em situação tão delicada chega ao ponto de não ter comida em casa?
Não se trata apenas de um problema particular. É uma situação que envolve assistência social, segurança alimentar, saúde pública e proteção à família. Quando há vulnerabilidade extrema, espera-se atuação do CRAS, do CREAS, da rede municipal de assistência e dos serviços de saúde.
Também surgem questionamentos legítimos sobre acesso a benefícios sociais. Se um integrante da família recebe auxílio e outro não, houve análise adequada da situação? Existem pedidos pendentes? A família foi orientada sobre seus direitos? Está inserida no Cadastro Único?
Mais do que números e burocracia, o que existe é uma mãe pedindo ajuda e relatando fome dentro de casa. Isso exige resposta rápida, humanizada e concreta.
Cabe agora aos órgãos competentes de Coelho Neto verificar a situação, prestar acolhimento e garantir o mínimo necessário: alimentação, acompanhamento social e suporte contínuo.
Porque nenhuma família deveria chegar ao ponto de abrir a geladeira e encontrar apenas água.



