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Mensagens, áudio e nota oficial elevam tensão em Coelho Neto;  anúncio de medidas judiciais

A divulgação de mensagens em grupos de WhatsApp e de um áudio atribuído a um dos envolvidos ampliou a repercussão do caso envolvendo o ex-prefeito Soliney Silva.

As mensagens compartilhadas contêm acusações sobre supostas irregularidades tributárias, negociações imobiliárias e execução fiscal, além de expressões ofensivas dirigidas ao ex-prefeito. Em resposta, Soliney divulgou uma nota pública, por meio de seu advogado, afirmando que as acusações são falsas, negando qualquer irregularidade e informando que adotará medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos.

Nota à população de Coelho Neto – Soliney Silva 

Áudio aponta suposta origem das mensagens

Além dos prints, passou a circular um áudio no qual Valber afirma que as mensagens teriam sido encaminhadas por Solon Silva, irmão de Soliney.

Na gravação, Valber diz que não seria o autor do conteúdo e afirma que apenas recebeu o material, sustentando que ele teria sido enviado por Solon para diversas pessoas em Coelho Neto.

A declaração, por si só, não comprova a autoria das mensagens, mas passa a integrar o conjunto de elementos que podem ser analisados caso haja investigação.

Quem poderá ser investigado?

Caso tudo isso siga a diante, a apuração poderá buscar esclarecer a eventual participação de diferentes pessoas, conforme as provas produzidas.

Entre elas:

  • Solon Silva, caso seja comprovado que as mensagens partiram dele ou que tenha participado de sua elaboração ou divulgação;
  • Tiago Linard, caso surjam provas de que colaborou na elaboração do conteúdo, como vem sendo alegado;
  • Francisco Leidival dos Santos Lima (Valber), por ter compartilhado as mensagens em grupo de WhatsApp e por ter gravado o áudio explicando sua versão dos fatos;
  • Outras pessoas que eventualmente tenham participado da criação, coordenação ou disseminação do material.

Na nota, o advogado afirma que pretende buscar a responsabilização não apenas do autor das mensagens, mas também de todos aqueles que tenham instigado, financiado, coordenado ou contribuído para sua divulgação, além de preservar provas digitais para instruir eventuais ações judiciais.

Outro ponto que chama atenção é a informação mencionada por Valber de que o prefeito Bruno Silva poderia fornecer assistência jurídica a ele. Que se comprovado, deve ser analisado.

Áudio da afirmação, sobre fornecimento de assistência jurídica.

Até o momento, não há confirmação independente desse fato, nem elementos públicos que comprovem eventual participação do prefeito na produção ou divulgação das mensagens.

O caso deve seguir para a Justiça

Com a divulgação da nota oficial e a preservação das provas anunciada pelo advogado, a tendência é que o episódio deixe o campo do debate em grupos de WhatsApp e passe a ser analisado também sob o aspecto jurídico.

Se houver ações judiciais, caberá às autoridades identificar a origem das mensagens, verificar a autenticidade dos áudios, apurar a participação de cada pessoa mencionada e definir se houve prática de ilícitos civis ou penais.

Enquanto isso, as alegações feitas por ambas as partes permanecem sujeitas à comprovação por meio das provas que venham a ser produzidas no curso de eventual investigação.

Reginaldo Machado

Reginaldo Machado editor-chefe e jornalista, registrado sob o DRT 0098880/SP. Atua com foco em jornalismo investigativo, análise política e fiscalização da gestão pública, sempre pautado pela ética, pela transparência e pelo compromisso com o interesse coletivo. É editor-chefe do portal de notícias Coelho Neto 360, onde lidera a produção de conteúdo informativo e opinativo, com abordagem crítica fundamentada na legislação e no direito à informação. Seu trabalho se destaca pela defesa do livre exercício do jornalismo e pela valorização do debate público responsável.

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