Resenha de Sábado: O Balaiado da Gestão 25
O Ciribolo Eleitoral, A Comédia dos Politiqueiros de Cordel.
O Auto do Vereador Mudo e o Contratado Sortudo
Valha-me Deus e Nossa Senhora da Guia, que grande auto da compadecida política foi armado quando a nobre dupla Sussu Serpente e o Menino Azul convocaram os edis da base para juntar cabos eleitorais sob a promessa de que a dupla “Peçonha e Bobão” pagaria o serviço, culminando numa rasteira de deixar qualquer coronel boquiaberto, ao constatarem que a turma era formada por funcionários já contratados do governo, decretaram friamente que eles trabalhariam de graça porque “já recebem do palácio”, deixando os vereadores com a raiva entalada na garganta e a coragem reduzida a pó num silêncio ensurdecedor, enquanto os contratados que bateram ponto diretamente com a Sussu foram os únicos a receber o cascalho, provando que neste picadeiro o político leva todo o desgaste e o trabalhador esperto, quando tem padrinho forte, ainda sai com o bolso forrado.
Delegadinho Jr e o Veneno da Sussu Serpente
Se São Pedro quisesse ver um homem engolir sapo vivo com a elegância de um diplomata no palanque, bastaria assistir ao calvário do Delegadinho Jr., que virou saco de pancada por tabela daquela famosa rasteira de dona Sussu Serpente e teve que aturar uma trabalhadora revoltada aterrissar na porta da sua casa para lhe dar um curso intensivo de como chamar alguém de moleque e outras finezas do dicionário popular, enquanto o coitado, com a autoridade de xerife reduzida a pó e sem saber se pedia socorro ou se escondia embaixo do sofá, engolia o rojão em silêncio absoluto para ver se abafava o escândalo e impedia que a vila inteira soubesse que o homem da lei, no seu próprio terreiro, não passa de um gatinho acuado.
O Auto do Aliado Revoltado e do Chefe Mudo
Que espetáculo de comédia pastelão política nos oferece o nosso intrépido Chico Bento, que resolveu atacar a própria tropa chamando os aliados de jumentos brutos que não sabem votar, embora nisso tenha lá sua razão, afinal votaram nele, e ainda distribuindo desaforos de primeira grandeza, chamando o povo de de pau no c***, até que tomou uma freada seca de uma aliada altiva que o mandou ter compostura de homem e respeitar as mães de família presentes, caso contrário que esperasse as urnas das próximas eleições, o mais engraçado e digno de gargalhada, no entanto, é notar a seletividade da coragem do sujeito, que ruge como leão contra o próprio povo de terno e gravata, mas quando dona Sussu aplicou o famoso golpe do calote e deixou o pessoal chupando o dedo, ele emudeceu feito estátua de sal e escondeu a valentia no mesmo lugar que sua roupa íntima tem uma freada de caminhão.
O Circo dos Fantasmas Moralistas
O almanaque político da Vila do Bambu Oco, que número de picadeiro mais descarado nos presenteia aquela dupla de fantasmas contratada pelo Menino Azul, os inigualáveis Ronalélé e Joiloló, que passaram quase seis anos chupando o suor do povo na folha de pagamento sem dar um prego num sabão, e agora aparecem em praça pública vestidos de paladinos da moralidade, bradando aos quatro ventos que são contra a corrupção, deixando o eleitorado sem saber se chora de rir dessa audácia sem-fim ou se contrata um chicote para enxotar de vez essa palhaçada monumental.
Entre a rasteira de dona Sussu Serpente, a presepada do Chico Bento, que não tem juízo, mas usa chapéu, e as palhaçadas de Ronalélé e Joiloló, fechamos as cortinas desta Resenha de Sábado Número 25.
Enxugue as lágrimas de rir e prepare o fôlego, porque no próximo sábado tem muito mais circo político e ninguém perde por esperar!



