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R$ 27,5 MILHÕES, OBRAS SEM ENTREGA E UM PREFEITO AUSENTE: quem responde pela educação travada em Coelho Neto?

Uma análise exclusiva revela um cenário grave em Coelho Neto: mais de R$ 27,5 milhões destinados à educação seguem sem se transformar em escolas funcionando, alunos atendidos e empregos gerados.

E há um ponto que precisa ser dito com clareza: A responsabilidade pela execução dessas obras é da gestão municipal, comandada pelo prefeito Bruno Silva.

Os valores existem. As obras também. A entrega, não.

Creche (em frente ao cemitério): R$ 1.700.112,77

Escola – Bairro Olho d’Águinha: R$ 7.416.096,77

Escola – Bairro Santana: R$ 4.050.320,00

Escola – Bairro Sarney: R$ 4.164.623,87

Escola – Bairro Subestação: R$ 4.235.881,70

Escola – Bairro Parque Amazonas: R$ 4.510.141,50

Escola – Bairro dos Quiabos: R$ 1.441.521,08

Total: R$ 27.518.697,69

 

Essas obras foram repactuadas com o Governo Federal, o que, na prática, significa atraso, falha de execução e necessidade de recomeço.

Mais de 2.260 vagas que não existem na prática

Dados do sistema do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE+) mostram que essas estruturas poderiam garantir:

1.130 vagas em tempo integral

2.260 vagas em dois turnos

Mas essas vagas seguem no papel.

Prefeito ausente, obras paradas

A crítica que ecoa na cidade é direta: O prefeito Bruno Silva é frequentemente apontado como ausente do município, enquanto obras importantes seguem sem conclusão.

E isso levanta um questionamento inevitável:

Como cobrar resultado de uma gestão que, segundo relatos, pouco acompanha de perto a realidade da cidade?

Execução é dever do município — e falhas têm responsável

Não há margem para dúvida:

  • É o município que licita
  • É o município que fiscaliza
  • É o município que cobra
  • É o município que entrega

Quando obras atrasam ou travam, a responsabilidade recai diretamente sobre a gestão municipal.

Empregos que não chegam por falta de entrega

Cada escola não concluída representa:

  • Professores que não são contratados
  • Merendeiras sem oportunidade
  • Vigilantes fora do mercado
  • Equipes administrativas que não existem

Ou seja: Empregos que deixam de ser gerados por falha na execução das obras.

Economia parada junto com as construções

Sem essas unidades funcionando:

  • O comércio local perde movimento
  • A renda não circula
  • Famílias deixam de ganhar

O prejuízo não é só educacional — é econômico.

Repactuação não resolve ausência de gestão

A repactuação deveria corrigir problemas.

Mas sem presença, fiscalização e cobrança, ela vira apenas mais um prazo adiado.

E a perguntas continuam sem resposta:

As obras estão avançando?

Quem está fiscalizando de perto?

Há controle efetivo ou apenas prorrogação de problemas?

Dinheiro existe. O que falta é gestão.

Os números são claros:

  • R$ 27,5 milhões disponíveis
  • Mais de 2.260 vagas previstas
  • Empregos que poderiam existir

Mas a realidade mostra outra coisa: Obras lentas, estruturas não entregues e uma população que segue esperando.

Em Coelho Neto, o problema não é falta de recurso.

É falta de presença, de execução e de resultado.

Enquanto isso:

  • Alunos seguem sem estrutura adequada
  • Trabalhadores seguem sem oportunidade
  • A cidade segue parada

E a pergunta final é direta: Até quando a população vai pagar o preço de obras que não saem do papel sob a gestão do prefeito Bruno Silva?

Reginaldo Machado

Reginaldo Machado é jornalista e editor-chefe, registrado sob o DRT 0098880/SP. Atua com foco em jornalismo investigativo, análise política e fiscalização da gestão pública, sempre pautado pela ética, pela transparência e pelo compromisso com o interesse coletivo. É editor-chefe do portal de notícias Coelho Neto 360, onde lidera a produção de conteúdo informativo e opinativo, com abordagem crítica fundamentada na legislação e no direito à informação. Seu trabalho se destaca pela defesa do livre exercício do jornalismo e pela valorização do debate público responsável.

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